quarta-feira, 30 de março de 2011

Sugestões para trabalhar com as crianças

Turma da Mônica e os azuis


 Mônica acorda certo dia e encontra toda a turminha azul, no início ela acha que se trata de um plano do Cebolinha, mas depois percebe que TODOS em sua volta estão azuis e começa a sofrer discriminação.
Vale a pena refletir com as crianças essa história do Maurício de Souza:





Menina bonita do laço de fita

Sugerimos o livro Menina Bonita do Laço de Fita, de Ana Maria Machado, para tratar com as crianças as questões das diferenças, valorizando a diversidade a partir da raça negra. Confira a história:



Era uma vez uma menina linda, linda.
Os olhos dela pareciam duas azeitonas
pretas, daquelas bem brilhantes.
Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feito fiapos da noite. A pele era
escura e lustrosa, que nem o pêlo da
pantera negra quando pula na chuva.
Ainda por cima, a mãe
gostava de fazer
trancinhas no cabelo dela
e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma
princesa das Terras da África, ou uma
fada do Reino do Luar.
Do lado da casa dela morava umcoelho branco, de orelha cor-de-rosa,
olhos vermelhos e focinho nervoso
sempre tremelicando. O
coelho achava
a
menina a pessoa mais linda que ele
tinha visto em toda a vida. E pensava:
- Ah, quando eu casar quero ter uma
filha
pretinha e linda que nem ela…
Por isso, um dia ele foi até a casa da
menina e perguntou:
-
Menina bonita do laço de fita, qual
é teu segredo pra ser tão
pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu caí na tinta
preta quando era pequenina..
O coelho saiu dali, procurou uma lata
de tinta preta e tornou banho nela.
Ficou bem negro, todo contente. Mas
aí veio uma chuva e lavou aquele pretume, ele ficou
branco outra vez.
Então ele voltou lá na casa da menina
e perguntou outra vez:
-
Menina bonita do laço de fita, qual é
teu segredo pra ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu tomei muito
café quando era pequenina.
O coelho saiu dali e tomou tanto café
que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada
preto.
Então ele voltou lá na casa da
menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de
fita, qual é teu segredo pra ser tão
pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:
- Ah, deve ser porque eu comi muita
jabuticaba quando era pequenina.
O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba
até ficar pesadão, sem conseguir
sair do 1ugar. O máximo que
conseguiu foi fazer muito cocozinho
preto e redondo feito jabuticaba.
Mas não ficou nada preto.
Por isso, daí a alguns dias ele voltou lá na
casa da menina e perguntou outra vez:
- Menina bonita do laço de fita, qual
é teu segredo pra ser tão pretinha?
A menina não sabia e já ia inventando
outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela,
que era uma E,, mulata linda e risonha, resolveu se  meter e disse:
- Artes de uma avó preta que ela tinha…
Aí o coelho - que era bobinho,
mas nem tanto - viu que a mãe da menina
devia estar mesmo dizendo a verdade, porque
a gente se parece sempre é com os pais, os tios,
os avós e até com os parentes tortos.
E se ele queria ter uma filha pretinha e
linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar.
Não precisou procurar muito.
Logo encontrou uma coelhinha escura
como a noite, que achava aquele
coelho branco uma graça.
Foram namorando, casando e tiveram
uma ninhada de filhotes, que coelho
quando desanda a ter filhote não pára mais.
Tinha coelho pra todo gosto: branco,
bem branco, branco meio cinza,
branco malhado de preto, preto
malhado de branco e até uma coelha
bem pretinha. já se sabe, afilhada da
tal menina bonita que morava na casa
ao lado.
E quando a coelhinha saía, de laço
colorido no pescoço, sempre
encontrava alguém que perguntava:
- Coelha bonita do laço de fita, qual é
teu segredo pra ser tão pretinha?
E ela respondia:
- Conselhos da mãe da minha
madrinha…

Não deixem de assistir o vídeo:

 


domingo, 27 de março de 2011

Mas afinal, o que é preconceito?


Falamos tanto sobre esse assunto, levamos a bandeira de um mundo melhor, lutamos por uma sociedade mais tolerante, que respeite suas diferenças, que esteja livre da discriminação e do preconceito. Mas, essa batalha ainda não está ganha.
O preconceito, infelizmente, está em nossa sociedade e não podemos desistir dessa luta.

DIGA NÃO AO PRECONCEITO!

Assista ao vídeo e conheça melhor o  inimigo dessa batalha:

sábado, 26 de março de 2011

Conheça o Programa Educação Inclusiva: direito á diversidade.



O programa foi desenvolvido pela Secretaria de Educação Especial (Seesp), e visa a formação continuada de gestores e educadores das redes estaduais e municipais de ensino para que sejam capazes de oferecer educação especial na perspectiva da educação inclusiva.

"O objetivo é que as redes atendam com qualidade e incluam nas classes comuns do ensino regular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação".

Conheça o Programa clicando aqui!

Aspectos legais

O que diz a Constituição Federal?

A nossa Constituição assegura que todos as pessoas tem direito a dignidade e a cidadania e trás como um dos seus objetivos fundamentais a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Expressa também, o direito a igualdade e trata do direito de TODOS a educação, no qual visa o "pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". Garante ainda "igualdade de condições de acesso e permanência na escola".

Para saber mais clique aqui.

sábado, 12 de março de 2011

A escola como experiência para a diversidade

 
"Temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza; temos o direito a sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza".
Boaventura de Souza Santos




A sociedade atual já não se encontra nos moldes antigos onde havia uma pequena vila em que todos eram semelhantes e tinham mais características em comum do que distintas. Atualmente a diversidade social é muito mais evidente do que a de tempos atrás. Dessa forma torna-se imprescindivel a efetivação em nossa sociedade de uma educação voltada para as questões da diversidade e para formação do cidadão. Contribuindo para o alcance desta educação surgiram documentos universais que reafirmam o compromisso de respeito ao diferente como por exemplo a Declaração de Salamanca.

Nos primeiros anos escolares as crianças se deparam com pessoas de hábitos muito diferentes dos seus, pode-se dizer que há certo estranhamento com outras identidades. Nesse período escolar é imprescindível que se proponham atividades lúdicas que levem os alunos a reconhecerem as diferenças e a partir deste reconhecimento deverão ser trabalhadas questões relacionadas aos valores, à tolerância e à cidadania ativa.